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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Trochilinae
 Vigors, 1825
Espécie: C. cyanus

Nome Científico

Chlorestes cyanus
(Vieillot, 1818)

Nome em Inglês

White-chinned Sapphire


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Beija-flor-roxo

O beija-flor-roxo é uma ave apodiforme da família Trochilidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) hulë = floresta, mata; e kharis = beleza; e do (grego) kuanos = azul escuro. ⇒ Beleza da floresta azul escuro.

Características

Mede entre 8 e 9 centímetros de comprimento, peso entre 2,8 e 3,5 gramas. Macho com a cabeça, garganta e peito de coloração azul-arroxeado brilhante, às vezes estendendo-se para o pescoço, mento esbranquiçado pintado de azul, lados do pescoço e parte inferior da garganta azulados; partes superiores verde-dourado, ficando acobreadas no dorso inferior; barriga verde com o centro acinzentada, flancos verde-dourado, cauda preto-azuladas; bico vermelho de ponta negra. Fêmea com a cabeça verde, partes superiores verde dourado mais claras, mento esbranquiçado pintado de azul e centro das partes inferiores acinzentadas.

Voz: “zíbu-ziiiiiiii”, “hítzi…”, “gogogo”. O macho canta do poleiro solitário, geralmente um galho alto, nu, bastante aberto, com uma série de frases estridentes, proferidas a uma taxa de 2 a 3 por segundo. As vezes machos se reúnem em duplas ou trios para cantar juntos e pousam imóveis em galhos expostos, entoando uma série confusa de notas agudas “suisi-si-si-si”.

Subespécies

Possui cinco subespécies reconhecidas:

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).

Fotos das subespécies de Hylocharis cyanus
(ssp. cyanus) (ssp. viridiventris) (ssp. griseiventris)
(ssp. rostrata) (ssp. conversa)

Alimentação

Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguidos através do néctar das flore, mas come também pequenos artrópodes, que são capturados em pleno voo ou recolhidos da vegetação. Alimenta-se em todas as alturas, do chão às copas das árvores, às vezes, reúne-se com outros indivíduos em árvores floridas, geralmente brigando pelos melhores locais.

Reprodução

Seu ninho tem forma de taça e é feito de material macio, como fiapos de lâminas de xaxim e paina de gravatá, etc e a parede externa é atapetada com fragmento de folhas, líquens, musgos, etc, firmemente colados com teia de aranhas. O ninho construído em um galho horizontal, 1,5 a 4 m acima do solo, mas pode estar sobre um colmo de capim, numa raiz fina, ao até num arame pendente. Põe geralmente 2 ovos, que são chocados pela fêmea, com um período de incubação de 14 a 15 dias.

Hábitos

Comum em campos com árvores, capoeiras, bordas de florestas altas e clareiras com árvores. Reúne-se com outros indivíduos em árvores floridas, geralmente brigando pelos melhores locais.
Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

Distribuição Geográfica

R (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Quase todo o Brasil, com exceção da Região Sul. Encontrado também das Guianas e Venezuela à Bolívia.

Status de conservação: LC ( IUCN ), Appendix II (CITES).

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos